Vogue Brasil ganha novo fôlego sob comando de Silvia Rogar

Vogue Brasil sob nova direção

Mudança bem-vinda no comando da Vogue Brasil: Silvia Rogar assumiu em janeiro o cargo de editora-chefe da revista, até então comandado por Daniela Falcão desde 2010, quando a Vogue saiu da Carta Editorial e foi para a Globo Condé Nast. Daniela, por sua vez, agora está como diretora editorial da EGCN, ou seja, os editores-chefes dos 4 títulos (Glamour, GQ, Vogue e Casa Vogue) respondem à ela. Já Silvia, carioca formada em jornalismo pela UFRJ e pós em jornalismo de moda na Central Saint Martins, havia trabalhado na Vogue entre 2005 e 2007 e saiu para trabalhar na Veja, voltando à Vogue em 2011, como redatora-chefe. Passou também pelos principais jornais do Rio, O Globo e Extra.

Eu acompanho a revista há uns 15 anos, sendo há uns 10 como assinante, portanto vi algumas fases ao longo desse tempo e digo que já estou adorando o trabalho da Silvia: acho que ela tem uma sensibilidade para editar, resultando numa revista mais leve, mais bonita, mais feminina, até com um quê de romance. As duas capas de estreia da Silvia Rogar já me fizeram amar.

Vogue Brasil sob nova direção

A capa de janeiro me deu vontade imediata de usar biquíni tipo asa delta (esse é da Intimissimi), procurar por algum suéter listrado como esse da Miu Miu e, principalmente, voltar a usar as correntinhas lindas que acompanham a produção. Na edição de fevereiro, além da capa maravilhosa com a Laís Ribeiro, o recheio está precioso, cheio de tendências numa leitura simples e informativa.

Como leitora, percebi que a Vogue perdeu ao sair da Carta Editorial: ficou mais comercial, sem os textos da Danuza Leão (que, ufa, voltou agora na edição de fevereiro), com um layout duvidoso (quem se lembra da capa da Gisele, tempos atrás, diagramada pelo estúdio de Mario Testino?), sem a agenda das feiras de moda que ficavam nas últimas páginas, com editoriais mais pesados…Tanto que eu, que amo guardar as revistas, me desfiz de praticamente todas na minha limpa anual, que aliás fiz ontem: fiquei com apenas uma do ano passado, uma de 2015, outra de 2014 e algumas de anos anteriores. Já as de 2000 a 2009, guardo várias – e não pretendo me desfazer – e ainda me inspiram muito quando folheio de vez em quando.

Vamos ver o que restará da limpa de 2017, mas estou bem animada com as edições que já tenho em mãos.

1 Comment
  1. Concordo, Barbara! Era leitora assídua (inclusive assinava a revista) nos tempos da Maria Prata, mas quando a Daniela assumiu o posto achei que a revista perdeu conteúdo e virou praticamente uma Caras da high society de SP… Perdeu conteúdo e a graça.
    Já admirava o trabalho da Silvia desde que ela tinha um blog quando foi fazer o mestrado em Londres, fico feliz que ela tenha assumido! Voltarei a comprar a revista a partir de agora para acompanhar as mudanças feitas.
    Em tempo: adoro seu blog, entro todos os dias! Acho de um bom gosto ímpar 😉

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